A gula

 

Quando penso em gula, a primeira imagem que me vem à mente é a dos filmes ou fatos reais de LÍDERES RELIGIOSOS bem  obesos e gulosos, atacando uma mesa de carnes e vinhos. Parece engraçado, pois os filmes os colocam assim.

Ser equilibrado e ter temperança faz parte do fruto do Espírito e, quando falamos sobre ser equilibrados, estamos pensando em todos os aspectos.

Não há nenhum pecado em apreciar um bom prato, uma boa culinária, ser um gourmet, no bom sentido da palavra. O que a Bíblia condena é a gula e ela está dentro dos chamados Pecados Capitais que a igreja católica assim classificou.

A gula é o desejo insaciável, em geral, por comida ou bebida. Este pecado está relacionado ao egoísmo humano de querer ter sempre mais e mais, e não se contentar com o que já tem.

Infelizmente, os cristãos ignoram a gula como um pecado. Não temos nenhuma dificuldade em condenar  o fumante, o alcoólatra, ou chamarmos estas ações de pecado. Mas, a gula é normalmente tolerada. Usamos argumentos contra o beber e fumar, dizendo serem vícios que afetam a saúde, mas, biblicamente, a gula é aplicada igualmente, pois também destrói o corpo que é o templo do Espírito
Santo. O que, na verdade, é o mesmo argumento que usamos para combater o fumo, o álcool e outras coisas do gênero.

Muitos crentes que considerariam o beber e fumar um grande pecado, assentam-se à mesa  e comem até quase explodir, e acham isto muito normal. Outros até mesmo testemunham que comem tantas porções de carne e bebem tantos litros de refrigerantes, e acham isto até mesmo uma virtude, ou chamam isto de “bênção”.

A Palavra de Deus nos adverte em Provérbios 23.20-21: “Não estejas entre os beberrões, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem”. Provérbios 23.2 proclama: “mete uma faca à tua garganta, se és homem glutão”.

Nossos apetites físicos são uma analogia de nossa habilidade de nos controlar. Se formos incapazes de controlar nossos hábitos em relação à comida, isso é uma indicação de que provavelmente também somos incapazes de controlar outros hábitos, tais como os da mente - cobiça, avareza, raiva-, e somos incapazes de não fazer parte de fofocas e conflitos. Não devemos deixar nossos apetites nos controlar, mas devemos ter controle sobre eles. Leia Deuteronômio 21.20, Provérbios 23.2, 2 Pedro 1.5-7, 2 Timóteo 3.1-9 e 2 Coríntios 10.5. A habilidade de dizer “não” a qualquer coisa em excesso – “autocontrole” — é um dos frutos do Espírito que pertence a todos os Cristãos (Gálatas 5.22).

Tudo em excesso é pecado

A única forma de combater a gula é por meio da temperança. Para muitos, a temperança é o controle ou a moderação. O dicionário Webster define temperança como: moderação em ação, pensamento ou sentimento.

Outra definição de temperança é: a verdadeira temperança nos ensina a deixarmos completamente tudo que é prejudicial e usar moderadamente tudo que é saudável.

Sejamos cheios do Espírito Santo e permitamos que Ele nos ajude a termos domínio sobre nossa carne, nossos desejos, e assim, controlarmos a gula que nos nossos dias tem levado muitos a óbito.

A virtude oposta à Gula é a temperança

Paulo ensinou aos Gálatas e aos Romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gl 5.16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rm 8.12). A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza e nos dá a graça de superar os vícios.



Pr. José Almeida
Coordenador geral de células, um apreciador da culinária, e ama cozinhar



 

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