Eu amo minha família

 

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” 1 Coríntios 13:13

Toda família começa a partir de um casal, não é mesmo? E todo casal começou seu relacionamento com uma frase muito popular: “Eu te amo”. Promessas de um amor constante, duradouro e imbatível. Os votos foram apresentados no altar de Deus (pelo menos a maioria), promessas de um amor incondicional: na saúde e na enfermidade, na riqueza e na pobreza, na alegria ou tristeza, até que a morte venha separar um do outro! Como sustentar esta promessa feita diante de Deus, do ministro e de tantas testemunhas? Por que muitos desanimam e até desistem do casamento? Creio que o versículo acima nos dá uma boa dica. O amor não é algo que vem pronto, como uma vitamina que se toma e então é fortalecido, ganha vida. Muitos ainda acreditam em um amor mitológico, aquele do tipo: alma gêmea, minha metade, Tristão e Isolda. As lendas gregas demonstram paixão e não amor. E paixão é fogo na palha. A Bíblia ensina no verso 5 e 7do mesmo capítulo acima que: “O amor não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera não se ressente do mal...tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” O que vemos hoje infelizmente não é isso! Eu amo minha família, dizem muitos. Porém, as estatísticas apontam um número cada vez maior de divórcios. E já é crescente o número de pessoas que se casaram pela segunda vez e se divorciaram. Que amor é esse? Como fica o coração dos filhos? Quantos não estão emocionalmente doentes devido à confusão que os pais provocaram: na casa da mãe, na casa do pai, agora com o pai, agora com a mãe. De onde sou? A quem presto contas? Posso confiar nas pessoas? Acho que meus pais não me amam! Acho que eu sou o motivo da separação de meus pais, pois, quando eles não tinham filhos, eles viviam bem, estavam juntos. Todas estas coisas e muitas outras acabam encontrando espaço no coração dos filhos, quando o casal não persevera em sua jornada conjugal. Qual é a verdadeira causa do esfriamento conjugal? Mais uma vez a palavra acima nos orienta. Temos três elementos, três pilares que sustentam qualquer relacionamento: a fé, a esperança e o amor. O apóstolo Paulo diz que o maior deles é o amor. Se ele é o maior por que as pessoas dizem que acabou? Elas continuam indo à igreja, expressando sua fé, continuam estudando e trabalhando, na esperança de dias melhores, mas continuar amando o cônjuge não é possível? Diz a Palavra de Deus que o amor é a maior destas virtudes! No verso 8 deste capítulo, está escrito que “o amor jamais acaba”. O apóstolo João em sua primeira carta, no capítulo 4, verso 7 dá uma ordem vinda do Espírito Santo: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus.” Aqui está a causa de muitos relacionamentos desfeitos, muitas famílias destruídas, fragmentadas: a falta de vida com Deus! Quem deixou de amar morreu espiritualmente! Antes de deixar de amar o cônjuge, se afastou de Deus, perdeu a comunhão com o Pai, porque aquele que não ama o seu próximo a quem vê, não pode dizer que ama a Deus a quem não vê. De nada valem a fé, esperança, boas obras e sacrifícios, se não houver amor. O amor é o vínculo da perfeição. E amor verdadeiro não se acha na farmácia! Só pode ser adquirido através de um relacionamento com Deus através de Jesus Cristo! Antes de tudo, firme seu relacionamento com Deus e receba o amor que dura para sempre. Então seja um doador deste amor que nunca acaba – afinal, Deus é fonte inesgotável de amor! Ele é amor! Tenha fé em Deus e em Jesus, saiba aguardar suas promessas, porque ele não falhará! Que o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer; para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo! Quero terminar esta reflexão com uma declaração pública: Eu amo minha esposa, eu amo meus filhos, eu amo minha igreja, eu amo ao Senhor que me deu tudo isso! Para sempre!

Pr. Paulo Falçarella 

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