Independência é morte!


“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra.” Efésios 3:14-15

Como a família é importante! Indispensável no contexto de uma vida saudável! Mas, a família pode se tornar um lugar de alto risco se não viver à luz do manual do seu Criador. Eu arrisco afirmar que de uma forma direta ou indireta, todos os males de nossa sociedade têm como nascedouro o lar. Talvez você vá achar um tanto radical esta afirmação, mas, se nos reportarmos aos princípios de Deus veremos que a queda da humanidade se deu no contexto familiar. Eva cedeu à tentação e seu marido, Adão, nada fez para consertar isso. Ao contrário, dissimulou, lançando sobre a mulher sua responsabilidade. Já viu isso em algum lugar? Parece jornal de hoje, não é mesmo? E se Adão tivesse feito o que o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra.” Efésios 3:14-15. Certamente haveria perdão para a humanidade! A luz deste texto gostaria de chamar a atenção para algo que já se tornou hábito nesta nova geração, que vive na chamada pós-modernidade: a independência.

A sociedade supervaloriza as pessoas independentes, mas cobra nas entrelinhas um comportamento solidário. Ora, independência e solidariedade não convivem na mesma casa! Não congregam na mesma igreja. Não trabalham em equipe! O que o texto acima nos alerta é que deve haver uma atitude de cooperação mútua, um entrelaçamento que visa ao fortalecimento. O lar deve ser o lugar mais seguro da terra. Eu disse seguro, e não perfeito. Esta segurança vem amparada por um fator que supera qualquer atributo: o amor incondicional. Este amor que não se ensoberbece como está escrito na primeira carta aos Coríntios, capítulo 13. Um amor que nunca se esquece do outro. Um amor que nunca desiste. Um amor que promove. Um amor que acrescenta. Um amor que protege.

Como nos dias de Noé, que: “... divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca...” Hb 11:7. Se dobrarmos os nossos joelhos em favor da família, quantos nomes virão ao nosso coração? Certamente o cônjuge e filhos que estão mais próximos serão os primeiros! Mas, e os demais familiares? Há muitos parentes que acabam ficando esquecidos e se tornam ausentes não só fisicamente, mas emocionalmente e até espiritualmente. Há um ditado que diz: “o que os olhos não veem o coração não sente”. A oração pela família faz exatamente o contrário: mesmo longe, orando pela família, mantemos os nossos queridos bem juntinhos, dentro do nosso coração e, ao apresentá-los a Deus, podemos sentir pelo Espírito, suas necessidades e lutas. Isso fará com que as bênçãos do Senhor os alcancem onde quer que estejam. Isso agrada a Deus, porque Ele nos criou para vivermos um relacionamento como família pautado pela interdependência. Como a Bíblia ensina: “uns aos outros”. Amando uns aos outros, sendo fiéis uns aos outros, perdoando uns aos outros, fortalecendo uns aos outros, servindo uns aos outros. Não perca tempo tentando viver sozinho. Se você ainda não descobriu que ninguém é alguém sozinho, é melhor se dar conta logo de que Deus criou a humanidade para viver com Ele como uma grande família. Uma família com muitos filhos semelhantes ao seu filho Jesus!

Deus nunca abandoná-lo ou se esquecer de você! Como filhos amados, sigamos o exemplo do nosso Pai Celestial e fortaleçamos os vínculos familiares, importando-nos uns com os outros. O meu grito, portanto é: Independência é morte!

 


Pr. Paulo Falçarella
paulofalcarela@batistadopovo.org.br

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