A identificação com Cristo

 Nossa identificação com Cristo começa quando o homem pecador aceita a salvação oferecida por Jesus, é salvo, e inicia uma carreira de santificação. Aqui ele se identifica com Jesus à proporção que se afasta do pecado e alcança uma forma de vida santificada. Mas a identificação com Cristo não para ai. Ela continua, até culminar com a perfeita identificação, no Céu, quando “seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (I João 3.2b). Isto é, seremos semelhantes a Ele, e saberemos disso pelo fato de vermos a sua presença. Ai, então, perceberemos que somos semelhantes a Ele. Identifiquemo-nos com Cristo, nesta vida, pela santificação. E no Céu, veremos que nos tornaremos semelhantes a Ele em tudo.

  1. IDENTIFICADOS COM ELE NA SUA HUMILHAÇÃO.
  1. Jesus se humilhou, tomando a forma humana. Paulo, em Romanos, não descreve  a humanização do Filho de Deus, mas mostra-o já  humanizado: “a graça de Deus, e o dom pela graça, que é dum só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos” (Romanos5.15b). Aqui Jesus já é apresentado como HOMEM. Mas outro texto paulino é o que melhor descreve a humanização de Jesus: “Cristo Jesus... sendo em forma de Deus... aniquilou-se a si mesmo... fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2.5-7). O fato de Paulo não mostrar a fraqueza e humilhação de Jesus podia ser por causa do pensamento romano, para quem era precioso mostrar o seu aspecto de Rei, poderoso e vitorioso, em quem nós também  somos “mais do que vencedores” (Romanos 8.37).
  2. A cruz de Jesus foi o ápice de sua humilhação. O texto citado de Filipenses 2 diz: “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz” (v.8). “Humilhou-se a si mesmo” mostra que sua obra foi voluntária; ninguém o obrigou a cumpri-la (nem o poderia). “Obediente até a morte” significa que Ele cumpria um plano pré-determinado. E a expressão “e morte de cruz”, fala de hediondez do suplicio a que fora submetido o nosso Mestre. E voltando ao texto de Romanos, encontramos Paulo falando da cruz, mas na sua aplicação na vida do crente; “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” (Romanos 6.6)
  1. IDENTIFICADOS COM ELE NA SUA VITÓRIA
  1. A vitória de Jesus começou na cruz. A cruz foi a missão principal de Jesus. Se Ele fizesse tudo que fez, mas não entregasse a sua vida na cruz, para nada teriam valido os seus ensinos e milagres. Quando o crente se identifica com Cristo na sua cruz, ele morre “em Cristo” (Romanos 6.3). Mas  quando ele morre, alcança a sua vida verdadeira, pois Jesus disse: “Quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” (Mateus 10.39b). E, além disso, Paulo ensinou: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos” (Romanos 6.8); “Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado, mas, quanto a viver, vive para Deus” (v.10).
  2. A vitória de Jesus foi selado pela ressurreição. Se Jesus, depois de dar a sua vida na cruz e morrer, ficasse retido no tumulo, não passaria de mais um líder religioso morto. Mas Ele  ressuscitou e está vivo para todo o sempre. Aleluia! Paulo disse: “Sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele” (Romanos 6.9). A palavra “sabendo” usada por Paulo no inicio deste versículo significa que temos de saber isto, pois outras pessoas ressuscitaram e tornaram a morrer, como Lázaro, o filho da viúva de Naim e muitos outros. Mas, quanto a Jesus, precisamos saber isto: Ele “já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele”. Isto quer dizer que nós, que estamos identificados, também estamos livres do poder da morte. Temos, portanto, vida eterna.
  3. A vitória de Jesus foi consumado na Glória. Davi, inspirado pelo Espírito do Senhor, escreveu: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra” (Salmos 24.7,8). Essa gloria que, no momento presente, é mistério, será revelada a nos, quando lá entrarmos. (II Coríntios 12.2-4) . Deus abençoe!

 

Pr. Enéas Tognini

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