Progredimos como Cristãos?

 

O crente nasceu de novo, isto é, nasceu do Espírito Santo. E nasceu para quê? Para crescer “na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Nasceu para trabalhar. Para fazer boas obras, não para se salvar, mas porque é salvo (Efésios 2.9,10).

Paulo nasceu grande, mas não estagnou: cresceu... Cresceu... E se tornou um servo dócil nas mãos do Espírito e útil para os grandes empreendimentos do Reino de Deus, um grande missionário; outro foi Pedro que, no princípio de seu ministério, era uma pedra bruta, que foi lapidada pelo poder de Deus e pelas duras lutas da vida, cresceu e cresceu, até tornar-se o destemido servo do Pentecoste. E, como eles cresceram, nós precisamos crescer em tudo.

I.              RAQUITISMO ESPIRITUAL

Paulo descreve, em I Coríntios 2, três tipos de homens: a) o natural: o que não é crente, não tem Cristo; b) o carnal: o que é crente, mas não dá liberdade ao Espírito que habita no seu coração; c) o espiritual: o que é crente e dá liberdade ao Espírito na sua vida. Em I Coríntios 3.1, Paulo lamenta que não pôde falar aos coríntios como a espirituais, mas como a carnais. Em lugar de comida sólida, teve de alimentá-los com leite. Eram crentes raquíticos, e por quê?

1)     As causas: Eram crentes divididos, cheios de caprichos, voluntariosos, carnais. Suas vidas eram orientadas, não pelo Espírito de Deus, mas pela carne.  Tinham o Espírito, mas não lhe davam liberdade de ação.

2)     Os prejuízos: a) não cresceram na graça do Senhor. Permaneceram criancinhas em Cristo; b) foram alimentados com leite. E o leite, depois de certa idade, não proporciona crescimento; c) e que se espera de criancinhas sem juízo? Criança faz coisa de criança: e foi o que aconteceu com os coríntios: brigaram, cometeram pecados graves, recorreram aos tribunais da terra e mil dificuldades mais; d) e se eram crianças, que trabalhos puderam realizar? Nada... nada... e) e quem não trabalha, dá trabalho. Paulo muito sofreu com aquelas crianças em Cristo.

3)     As manifestações nos dias de Paulo: a) infantilidade b) birras c) choro d) divisões e) queixas f) demandas, tudo por falta de juízo, de maturidade na vida cristã. Não cresceram. Ficaram mirrados.

4)     As manifestações nos dias de hoje: Temos, hoje, em nossas igrejas, infelizmente, muitos bebês em Cristo. Quais são as manifestações dessas crianças?

a)     Crentes que nunca se envolvem seriamente com os  trabalhos da igreja; b) não leem a Palavra de Deus; c) não gastam tempo orando; d) não trabalham na igreja; e) não contribuem; f) vivem a ofender a seus irmãos; g) não cooperam com os trabalhos gerais da causa; h) abandonam a igreja; i) vivem a escolher pregadores de sua predileção; j) crentes “fofoqueiros”; k) irritadiços; l) amam o pecado; m) vivem ao pé da televisão; n) frequentam pouco a sua igreja; o) eternos descontentes.

 

II.             QUANTO DEVEMOS CRESCER? Efésios 4.11-16

1)     O crente  deve ser um eterno insatisfeito com seu progresso espiritual. Quanto mais cresce, mais deseja crescer:

a)     Leu uma vez a Bíblia, deve ler outras vezes;

b)    Ora diversas vezes ao dia, deve orar mais;

c)     Contribui para os cofres da igreja, deve contribuir mais;

d)    Trabalha para o seu Senhor, deve trabalhar muito mais.

e)     Qual o tamanho da sua fé?

2)      O crente “espiritual” não deve ficar parado. Diante dele está uma escada cujos degraus deve subir, subir sempre e nunca parar.

III.            AS VITAMINAS DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL – II Pedro 1.5-8

Pedro, ao escrever esta Escritura, parecia ter diante de seus olhos uma cadeia, cujos elos se prendiam uns aos outros. Ao presente, ligava outro elo e outro e assim sucessivamente.

1)     O primeiro é a fé: fé em Jesus.

2)     À fé, devemos acrescentar a virtude que é a “disposição firme para a prática do bem”.

3)     À virtude, devemos acrescentar a fortaleza, isto é, resistência para a luta, para suportar tentações; firmeza contra as ciladas do diabo, do mundo e do pecado.

Reforçamos a exortação de Pedro em II Pedro 3.18: “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.

 

Pr. Enéas Tognini

 

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