Pratique o PERDÃO Não polua a água!

 

- E o que você acha de fulano?

- A minha opinião é infrutífera quando você não conhece o outro. ´Não vou poluir a água!´ Conheça-o antes e depois voltamos a conversar.

Quem já não passou por situação similar? Talvez o nosso maior desafio seja não fazer juízo de ninguém, sem antes dar a chance de outros tomarem suas próprias decisões.

Somos seres humanos e, por isso, a vida de algumas pessoas são como o rio (deixa fluir, não retém detritos), ou como o lago (retém tudo). Haverá momentos em que guardaremos situações e circunstâncias que marcaram a nossa vida para o bem ou para o mal, porém, a decisão de limpar os dejetos e seguir em frente é individual.

Quem conhece um rio, sabe que na calmaria, se vê o fundo às margens, entretanto, uma simples pedra lançada, pode fazer os detritos do fundo subirem, e ´poluir´, sujar a água límpida.

Nas emoções são assim, quantas vezes jogamos pedras nas pessoas, somente porque ouvimos más notícias sobre elas? Sem nunca as conhecer. Ou porque tivemos uma experiência ruim com alguém, concluímos que essa pessoa causará o mesmo com todas as outras pessoas.

Os detritos que turvam a água têm muitos nomes: rancor, mágoa, ansiedade, fobia, insegurança, medo... enfim tantas emoções que turvam a água da paz de nossa vida interior e do relacionamento com os outros.

No livro de Gênesis (capítulos 37 a 50), é relatada a história de uma família disfuncional (não unida, com inúmeras disputas, ciúmes, rixas e rivalidades), que havia poluído a água da boa convivência e da unidade familiar.

Alguns irmãos enciumados contra José, tramam uma conspiração contra ele. Inventam sua morte e toda uma história para contar ao pai (Jacó) e aos outros familiares, mas o haviam vendido como escravo.

Há erros que cometemos na vida por incompetência, imaturidade, inexperiência, omissão ou maldade. Não importa o tipo de erro, sempre há um caminho do retorno, arrependimento. Teshuvá é uma palavra hebraica que significa, voltar-se para Deus; para a Origem; para o Criador.

José foi vendido como escravo ao Egito. A culpa não era dos Egípcios, nem dos Israelitas, nem tampouco, da sociedade, mas na dor emocional, muitas vezes, culpamos todos por nossos percalços.

A Bíblia relata que José, em detrimento de suas emoções, se tornou um excelente profissional em tudo o que fazia (talvez para não ficar pensando no passado?!).

Como o mundo dá muitas voltas, José se torna um grande executivo, funcionário público, ficando abaixo somente do Faraó em autoridade. Uma crise surgiu em toda a Terra, e aqueles irmãos, que o venderam, tiveram que ir ao Egito, em busca de mantimentos.

Nesse momento, a Bíblia relata a dor do reencontro. É possível Deus estar conosco, mas, turvarmos as águas do nosso relacionamento com Deus por sentimentos maus resolvidos.

Relacionamento com Deus é um processo de cura emocional e espiritual que nos provoca – despir de tudo (vide Mateus 6:14, 15; Lucas 14:27; Filipenses 2:7). A aparente água límpida da nossa aparência, em algum momento, será turvada pelas emoções ocultas que precisam ser confrontadas à cura. O perdão é a mãe de todas as misericórdias.

José na sua dor mais angustiosa, chorou e perdoou seus irmãos. Será que o tempo de chorar (não mais pela dor engasgada), mas pela dor da limpeza, purificação, chegou?! Será que não é hora de perdoar e ser perdoado? José trouxe unidade a sua família pelo perdão. José sossegou suas emoções pelo perdão. José não sabotou sua carreira, pelas imaturidades emocionais. José cresceu em intimidade com Deus, pelo perdão.

Que sua vida seja transformada. Jesus disse: Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei!

O tempo da cura chegou! Perdoai e sereis perdoados.

 

Fernando Moreira

Pastor, executivo e escritor. 

Cardápio
Topo