Você não é o que você faz

 

Sim essa é a questão!

Um sábio professor desafiou seus alunos, com essa questão. “Eu sou competente”! Muitos talvez se apressem em responder, mas já parou para pensar que você apenas “está” competente em determinada área?

Nós nos gabamos muitas vezes, nos achando tão competentes, quando competência é um estado temporário. Todos nós temos dons, talentos e competências concedidas por Deus.

Um dia estamos competentes e, se por alguma adversidade que a vida pode nos impor, lá se vão nossas competências e habilidades, se não é a misericórdia de Deus que se renova a cada manhã para nos fortalecer a estar competente por mais um dia, o que seria de nós?

No mercado de trabalho valoriza-se muito a questão de competências e potencial de entrega. Somos valorizados na nossa cultura pelo que temos e pelo que fazemos, facilmente somos esquecidos por quem somos, mas é o que fazemos que fica na memória das pessoas que conhecemos e logo vem a pergunta: o que você faz? E logo você, vira o “fulano” da empresa tal. É quase que sua identidade profissional e não pessoal, vira o seu “crachá” na família e na sua vida.

Uma executiva de carreira consolidada, ao ser desligada inesperadamente da empresa, formou o movimento “dos sem crachá”, dizendo como foi muito difícil não ser mais reconhecida pelo “sobrenome” da empresa, a qual ela ilusoriamente acreditou lhe pertencer. Quando atuei com recrutamento executivo, como headhunter, não foram poucos os executivos sofrendo do mesmo mal. Estar “sem crachá”, pode gerar uma confusão grande quando nos orgulhamos muito de onde estamos, como se aquele papel fosse o principal das nossas vidas.

Então quem é você?

Você não é o que você faz!

Você não criou a si mesmo, então não é apenas olhando para dentro de si que encontrará respostas. A palavra identidade, vem do latim IDENTITAS, “a mesma coisa”, de IDEM, “o mesmo”, numa expressão de SER IGUAL A ALGUÉM, e as escrituras nos garantem que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, que também se identificou pessoalmente conosco na pessoa de Jesus. Precisamos imitar Jesus, ser igual a Ele.

Consagremos nossos talentos a Deus. O orgulho é exaltação do “eu” e a falha em reconhecermos quem nos fez como somos. Precisamos distinguir orgulho, que envolve uma estimativa desonesta de si mesmo, e humildade que é saber Quem o fez como você, é ver a si mesmo como Deus o vê, nem mais, nem menos, que inclui sermos gratos por nossas habilidades e confiar Nele para sanar as nossas imperfeições e ainda dar glória a Deus por isso. É saber que “estamos” competentes, enquanto Ele nos permitir.

 

Reflita: Você já consagrou suas competências e talentos a Deus ?

 

Sobre a autora:  Juliana Carvalho é Coach especialista em Liderança Pessoal e Empresarial  juliana@semeandoconsultoria.com.br

 

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