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Desiguais

Julho/2015

A questão das desigualdades é um tema atual em qualquer época. Pessoas brigam, famílias se dividem, conflitos sociais desestabilizam Nações, guerras dizimam milhares de vidas. Temos muita dificuldade em tratar com algumas das nossas diferenças e, por isso, sofremos mais do que devíamos. Será que, algum dia, vamos aprender?

Podemos mencionar algumas das causas desse conflito, mas, a meu ver, a principal é que não sabemos dar ao outro o direito de ser diferente. Isso não significa concordar com a diferença; trata-se, apenas, de não agredir o nosso semelhante porque ele pensa, crê ou se manifesta de um modo contrário ao meu.

Há, até, a possibilidade de eu não conseguir conviver com alguém quando a diferença é grande demais. Posso morar na mesma casa, trabalhar ou estudar no mesmo ambiente, frequentar o mesmo clube, mas não ter comunhão. Quando isso acontece, tentativas de diálogo frequentemente se transformam em discussões pueris, ofensas, mágoas e muitas outras posturas irreconciliáveis. Neste caso, o distanciamento pode ser a melhor manifestação de respeito que posso oferecer. A Bíblia ensina: “Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo?” – Amós 3.3.

Os tempos atuais exigem que, no mais profundo amor fraterno, respeitemos uns aos outros sem colocarmos mordaça em ninguém. Devo falar e permitir que o outro fale também. Todos nós, brasileiros, ainda temos o direito constitucional à liberdade de pensamento, fé e expressão. Não podemos nos calar. Devemos afirmar as nossas convicções em alto e bom som.  Aceitemos que os outros façam o mesmo. Sem ofensas, sem ódio, sem violência. Talvez essa seja uma boa contribuição para que não sejamos consumidos pelas nossas desigualdades.


Pr. Jonas Neves

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