Nutrição

Família, lugar de adquirir bons hábitos alimentares

 

O vínculo familiar e hábito alimentar estão juntos desde o aleitamento materno, desmame e introdução à alimentação sólida, até a alimentação geral. A partir daí, o hábito alimentar da criança vai-se formando, conforme a rotina alimentar dos pais, definindo-se aos sete anos. As crianças tendem a copiar os pais em tudo, inclusive na seleção dos alimentos de que gostam e não gostam.

Cabe aos pais oferecerem todos os alimentos, inclusive aqueles que são saudáveis e não consomem, para dar a oportunidade da criança conhecer e gostar. Em média, a criança precisa experimentar um alimento 10 vezes até que goste. Uma careta nem sempre quer dizer que não gostou, pode ter apenas estranhado o sabor diferente, por isso, é importante insistir e persistir. Mas cuidado, não vale obrigar a criança a comer o que não gosta, a alimentação deve ser algo prazeroso, livre e sem peso. Se seu filho já passou dos sete anos, fica um pouco mais difícil incluir novos alimentos, mas claro, não é impossível, tente “apresentar” um alimento novo por semana.

Institua o dia do alimento novo como algo agradável e interessante. Lembre-se de caprichar na apresentação do prato e de que você também terá que experimentar!

Ádila Mizrahy

Humor

 

Você já ouviu falar sobre Food & Mood?

Traduzindo do inglês significa Comida e Humor. Não vou falar sobre alegria, mas sobre o humor, e para este último, a alimentação tem sim muita influência. Ingredientes vindos das refeições são capazes de modular a fabricação de neurotransmissores (NT) - responsáveis pela comunicação entre as células do cérebro - e para um bom humor é necessário que estejam em níveis adequados.

Os principais NT são serotonina, dopamina e noradrenalina. Pessoas com baixo nível de serotonina costumam ser deprimidas e desanimadas; ela é derivada do Triptofano sendo a dopamina e noradrenalina derivadas da lisina. Ambos estão presentes nas leguminosas (grão de bico, lentilha, feijão) além de carnes em geral, ovos e leite e derivados. Nossa energia vem basicamente da glicose, que é fornecida na alimentação pela digestão do carboidrato, presente nos pães, cereais arroz e massas, e esse nutriente também estimula a produção de serotonina. Uma quantidade insuficiente de carboidrato pode estar relacionada às oscilações no humor.

O intestino também é responsável pela produção da serotonina, portanto, seu bom funcionamento está relacionado ao bom humor. Sabe-se que a carência de ácido fólico no organismo, bem como de Vitamina B1, B6, B12 e selênio pode levar a uma diminuição na síntese de serotonina, suas fontes são espinafre, verduras de folhas escuras, soja, laranja, melão, cereais integrais, carnes e castanhas. Devem ser evitados a cafeína em excesso, o álcool e alimentos com alto teor de gordura, já que prejudicam o funcionamento do sistema digestivo. Alimente-se bem e seja bem humorado.

Ádila Mizrahy

Perfil nutricional dos alimentos processados

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, no dia 19 de novembro, o estudo "Perfil Nutricional dos Alimentos Processados".

O levantamento verificou a quantidade de sódio (sal), gordura saturada, gordura trans e açúcares (prejudiciais ao organismo em excesso) em mais de 20 categorias de alimentos industrializados. Entre os alimentos pesquisados, o macarrão instantâneo apresentou a maior quantidade de sódio. Algumas marcas têm mais que o dobro da quantidade máxima de sódio recomendada para o consumo diário. A quantidade de sódio na batata palha pode variar em até 14 vezes de uma marca para outra, e em 13 vezes nos salgadinhos de milho.

Em relação à variação de açúcar, a Agência analisou os refrigerantes de cola e guaraná, os sucos e os néctares (bebidas com concentração de polpa de fruta entre 20 e 30%). Na análise dos refrigerantes, foi encontrada uma diferença de um ponto. Para os sucos, a pesquisa indicou menor quantidade de açúcar no suco de manga e maior quantidade no suco de uva. Nos néctares, os menores índices foram encontrados nos sabores de laranja, maçã e pêssego. Em relação às gorduras saturadas, 17 das 28 marcas de batatas fritas analisadas estavam com teores de gordura saturada acima da média.

Já nos salgadinhos de milho, o maior valor encontrado de gordura saturada (2,6g/25g) foi dez vezes maior que o valor mínimo (0,25g/25g). “Isso mostra que a indústria brasileira tem possibilidade de produzir alimentos com menores teores de sódio. É importante que a população entenda que existem opções de alimentos mais saudáveis. Para isso, basta que as pessoas olhem os rótulos", recomenda Maria Cecília Brito, presidente da Anvisa.

Fonte: CFN (Conselho Federal de Nutricionistas)

Ádila Mizrahy

Informações importantes sobre óleo vegetal

 

Quantas vezes pode-se usar o óleo e onde jogá-lo depois? O ideal é que o óleo não seja reutilizado, mas, se houver real necessidade, a ANISA recomenda que seja guardado em recipiente de vidro na geladeira. Ao fritar, a panela deve ficar parcialmente tampada, não complete o óleo usado com o novo, descarte o óleo se houver formação de espuma e/ou escurecimento.

O óleo de cozinha é consumido diariamente na maioria das casas no mundo todo. Além da preocupação com a saúde no excesso do seu consumo, fica também a preocupação com o meio ambiente. Para onde vai todo esse óleo? Segundo a Oil World, o Brasil produz nove bilhões de litros de óleos vegetais por ano, sendo três bilhões de litros só de óleos comestíveis. Menos de 1% do total produzido é coletado e reciclado. E o restante?

Jogá-lo pela pia, além de entupir a rede, é prejudicial ao meio ambiente. Um litro de óleo é capaz de esgotar o oxigênio de até 20 mil litros de água. Colocar o resíduo dentro de uma garrafa plástica e jogá-la no lixo não é a melhor solução, pois, em caso de vazamento, pode contaminar águas subterrâneas.

O correto é entregar o óleo usado nos postos de coleta de óleo, os Ecopontos, que estão espalhados em todo o Brasil. Procure um próximo da sua casa através do site www.ecoleo.org.br e colabore com meio ambiente.

 

Ádila Mizrahy

Nutricionista

Fontes: www.ecoleo.org.br e www.anvisa.org.br

Inhame



É um alimento funcional, ou seja, fornece ao organismo outros benefícios, além de seus nutrientes. Grande parte das propriedades funcionais do inhame se deve à presença de um fito-hormônio chamado diosgenina que pode ser convertida, no organismo humano, em hormônios como progesterona, aldosterona, cortisol e estrogênio.

Um estudo em humanos verificou o efeito da diosgenina na saúde da mulher na pós-menopausa e concluiu que a ingestão de inhame por 30 dias teve efeitos benéficos no estado hormonal, no perfil lipídico – gordura - e na capacidade antioxidante das mulheres analisadas. Estes fatores levam à redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama e de doenças cardiovasculares.

A capacidade de modular o estado hormonal da diosgenina acaba transformando o inhame numa potente “arma” contra os efeitos indesejados da tensão pré-menstrual, a TPM. Por sua característica antioxidante e consequentemente antiinflamatória, a diosgenina do inhame tem sido associada à melhora do déficit cognitivo e também demonstrou atividade antialérgica, em um estudo com animais. Outro efeito da diosgenina é a capacidade de reduzir o colesterol sanguíneo e hepático (fígado) por suprimir a absorção intestinal e aumentar a sua excreção, aumenta também os níveis de HDL (colesterol bom) no sangue.

Por ser composto por carboidrato complexo, baixo conteúdo de gordura, baixo índice glicêmico - capacidade de chegar ao sangue como glicose, alto teor de fibras e micronutrientes, o inhame ou cará é um alimento rico que também auxilia no controle de peso.

 

Ádila Mizrahy

Nutricionista

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