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Pais ausentes x Pais participativos

Decidir ter filhos é muito importante na vida de um casal. As habilidades para ser um pai ou uma mãe são aprendidas com o tempo. Não existe uma fórmula exata para se tornar um pai perfeito.

Na nossa sociedade, há décadas atrás, o pai era a figura provedora dos recursos materiais da casa, enquanto a mãe ficava encarregada de cuidar do filho. Porém, com o passar dos anos, outros modelos de paternidade foram surgindo. Participar nos cuidados diários do seu filho faz com que o pai se torne mais confiante e tenha o seu próprio ritmo. Essa tarefa não é mais exclusiva da parte feminina. Esse compartilhamento traz um benefício emocional para toda a família.

A relação pai-filho é diferente da relação mãe-filho. O pai é mais inclinado para encorajar o filho na exploração do ambiente e na busca da sua independência como individuo. O pai participativo é aquele que ajuda no cuidado do filho não deixando todas as tarefas para a mãe. É também aquele que reserva um tempo para conversar com o seu filho a respeito do seu dia-a-dia, das dificuldades que ele tem encontrado na escola, por exemplo, e ajuda-o a buscar uma solução. Essa participação fortalece o relacionamento, faz com que a criança se sinta segura e confiante, e colabora muito no seu bom desenvolvimento emocional. Em contrapartida, uma relação ausente entre o pai e o filho pode trazer danos emocionais para a criança ou adolescente, pois a mesma pode se tornar insegura.

Um pesquisador telefonou para algumas casas por volta das 21 horas para saber se os pais sabiam aonde seus filhos se encontravam. Ocorreu que os filhos atendiam ao telefone e não sabiam onde seus pais estavam.

Existem estudos que apontam a rejeição do filho por parte do pai como sendo um dos principais fatores que levam as crianças para a criminalidade. Nesse caso, a criança ou adolescente sente-se abandonada e julgam que os seus pais não gostam dela, quando não recebem a devida atenção ou carinho, pois são supridas com brinquedos, presentes e dinheiro, como forma de recompensa.

A Bíblia nos ensina através do livro de Efésios 6.1-4 uma boa maneira de relacionamento entre um pai e filho.

Portanto, pai, eu te aconselho que você seja mais participativo na educação e cuidado do seu filho para que ele tenha um bom desenvolvimento emocional ao longo da sua vida. 

 

 

Mary Estevam – Psicóloga

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