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    Pr. Enéas Tognini

     

     “Essa igreja é um marco na capital paulista” Numa época em que as pessoas de 50 anos eram consideradas 

    idosas, ele, aos 67, abriu mão da aposentadoria e do merecido descanso para deixar que o Senhor cumprisse, através da sua vida, mais um de seus propósitos. 

    Responsável pelo movimento de Renovação Espiritual no nosso país, fundador da Convenção Batista Nacional e do Seminário Teológico que leva o seu nome, presidente da Sociedade Bíblica do Brasil, por anos, e atual presidente de honra da SBB, um dos maiores avivalistas desta nação... (O currículo não caberia aqui – melhor ler a biografia).

    Pr. Enéas Tognini é um dos homens mais respeitados e reverenciados no meio evangélico, inclusive, pela Convenção Batista Brasileira, que, um dia, o excluiu dos seus quadros. 

    No dia 17 de janeiro de 1981, ele iniciou os trabalhos da Igreja Batista do Povo e, para que todos nós pudéssemos usufruir da excelente estrutura que a nossa sede nos oferece hoje, ele trabalhou aqui sem receber nada durante um ano e abriu mão de qualquer aumento no seu modesto salário de pastor, nos 18 anos seguintes. 

    Enquanto esteve à frente da igreja, o Pr. Enéas plantou cinco congregações, que hoje ainda existem, como igrejas independentes: São José dos Campos, Vila Pauliceia, em São Bernardo do Campo; Diadema, Jardim São Paulo e Vila Granado. 

    Para ele, estar presente na comemoração dos 30 anos da IBP é um presente de Deus. Para nós, poder desfrutar da companhia de um homem usado pelo Senhor como poucos e que fez muito pelo Evangelho neste país, é um privilégio. Conheça um pouco da história do nosso pastor fundador e emérito! 

    Boa Palavra: Fale um pouco das Caravanas Enéas Tognini.

    Pr. Enéas Tognini: Depois de ser batizado no Espírito Santo e de ter sido expulso da Convenção Batista Brasileira por isso, eu passei 18 anos viajando pelo Brasil inteiro, quase sempre de ônibus, levando a Renovação Espiritual. Se a Renovação Espiritual neste país, hoje, é uma realidade, é porque um homem se sacrificou por isso... Nessa época, eu pensava que, se um dia tivesse que organizar uma igreja, ela seria à semelhança da de Oswald Smith, no Canadá, que era a Igreja do Povo. Eu acrescentei o nome Batista, Batista do Povo. 

    Boa Palavra: E o trabalho na Casa de Portugal?

    Pr. Enéas Tognini: Esse era um trabalho muito grande e durou 15 meses, sustentado pelo Pr. Olavo. Tivemos um programa, na Rádio Gazeta, para o Brasil inteiro, por 13 meses. Depois de um ano na Casa de Portugal, o Pr. Olavo comprou um terreno na Rua Domingos de Morais, onde, no dia 17 de janeiro de 1981, começamos a Igreja Batista do Povo, com 14 membros.

    Boa Palavra: Como foi o crescimento da igreja?

    Pr. Enéas Tognini: O crescimento foi rápido, numa só sessão recebemos 42 pessoas por transferência. Chegamos a ter 800 membros, sem contar os das congregações. Éramos cerca de 500 pessoas, quando o Pr. Jonas chegou. 

    Boa Palavra: Quais as principais dificuldades no início?

    Pr. Enéas Tognini: Primeiro legalizar a Escritura, que pagamos em prestações. Depois veio a reforma. O templo não comportava mais tanta gente. Nossa estrutura tem 80 estacas de concreto com 22 metros cada uma. Isso tudo custou muito dinheiro. Não tínhamos um tostão para fazer nada, fizemos tudo pela fé. Falei aos membros: vamos construir, mas não vamos mexer com dinheiro de banco, porque a dívida vai multiplicando e chega uma hora que não dá mais para pagar. Tínhamos um grupo de irmãos que contribuía bem. Eu trabalhei um ano sem salário... Essa casa tem muito dinheiro nosso, o nosso salário permaneceu o mesmo por anos. Arranjamos uma construtora que não fazia muita questão de dinheiro. A construtora era de um estranho, mas foi Deus quem mandou. Levamos oito anos para construir o templo. 

    Boa Palavra: Antes da IBP, o senhor tinha sido pastor de quais igrejas? Era um desafio plantar uma nova igreja?

    Pr. Enéas Tognini: Foi um grande desafio, mas íamos vencendo. Eu era diretor do Colégio Batista de Perdizes, diretor da Faculdade Teológica Batista e pastor da Igreja Batista de Perdizes – todas organizações da Convenção Batista Brasileira (CBB). Eu tinha três salários... Mas o Senhor me chamou para largar tudo e, depois que fui batizado no Espírito Santo, comecei a viajar pelo país. Aqui, passei um tempão ganhando um modesto salário, sem aumento. Quando o Pr. Jonas chegou, ele aumentou o meu salário e hoje é o que me ajuda bastante, porque com o que o governo me dá, não dá para viver. 

    Boa Palavra: Que pastores auxiliaram o senhor na IBP?

    Pr. Enéas Tognini: Pr. Luiz Henrique, Pr. Autilino Batista, Pr. Ronald Farias, Pr. Alceu Scriptori e Pr. José Carlos da Silva, que é o atual presidente da Convenção Batista Nacional. Quando o Pr. Jonas chegou, eu não tinha mais auxiliar. 

    Boa Palavra: Quais foram as suas principais realizações à frente da IBP?

    Pr. Enéas Tognini: Além do templo construído , o Seminário Teológico e a Escola Bíblica Dominical. Chegamos a ter mais de 400 alunos na EBD, no meu tempo. 

    Boa Palavra: Que marcas o senhor imprimiu na IBP?

    Pr. Enéas Tognini: A mensagem da Palavra e a evangelização. 

    Boa Palavra: Foi difícil para o senhor, que sempre esteve à frente, passar a ser ovelha?

    Pr. Enéas Tognini: Tive uma depressão que durou três meses, mas passou. Eu entreguei a igreja para o Pr. Jonas e não dou mais palpites. Eu disse à igreja: Se o Pr. Jonas aceitar o nosso convite, ele vai dirigir a igreja com a cabeça dele e não com a minha. 

    Boa Palavra: O Pr. Jonas sempre elogia a sua postura, dando total autonomia a ele. Por que o senhor decidiu agir assim?

    Pr. Enéas Tognini: A idade foi chegando e eu tinha que entregar a igreja. Então, entreguei. Ele assumiu e eu nunca falei nada, sempre me submeti, entreguei mesmo, acabou-se. Eu nunca dei trabalho ao Jonas. Eu o apoiei em tudo o que ele fez. Tudo aqui mudou e eu tenho que apoiar. Sou submisso. 

    Boa Palavra: Como e pelo o que o senhor gostaria que a IBP fosse reconhecida?

    Pr. Enéas Tognini: Pela Renovação Espiritual. 

    Boa Palavra: O que gostaria de ter feito e ainda não foi possível fazer ou Deus não permitiu?

    Pr. Enéas Tognini: Eu queria uma igreja com bastante gente e o Jonas conseguiu. Também queria muitas congregações, levar a igreja aonde há um núcleo de pessoas. Em São Paulo as distâncias são grandes e a condução é cara. 

    Qual é a sua emoção em estar aqui nesta comemoração de 30 anos?

    Pr. Enéas Tognini: Eu entreguei o pastorado da igreja, depois de 19 anos, porque já estava velho, com 88 anos. O Pr. Jonas está fazendo um trabalho de continuação do meu trabalho e está firme aqui em São Paulo. Essa igreja é um marco na capital.

     

    Por Myrian Rosário

     
    
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